Certificados de aforro: nova taxa em julho aproxima a remuneração do limite da série F
Os certificados de aforro vão passar a render mais a partir de julho, com a taxa base a subir para 2,356% na série F. A alteração impacta sobretudo quem já tem este produto e quem pondera subscrever, porque a remuneração continua indexada à Euribor a 3 meses e está agora mais perto do teto de 2,50% definido para esta série.
Há, no entanto, um ponto importante: a informação disponível é limitada ao que foi divulgado na fonte, pelo que convém olhar para estes números como uma fotografia do momento e não como uma garantia de rendibilidade futura.
Certificados de aforro: o que muda na taxa em julho
A taxa base dos certificados de aforro sobe em julho para 2,356%. Este valor aplica-se a quem subscreva em julho e também a quem já tenha subscrito em meses anteriores relevantes para a atualização da remuneração.
O cálculo destes juros é feito com base na média da Euribor a três meses observada nos últimos dez dias úteis antes da data de cálculo. Os juros são apurados mensalmente, mas vencem de forma trimestral.
Em junho, a taxa em vigor era de 2,215%. A subida agora registada aproxima os certificados da série F do limite máximo de 2,50%. Na prática, isto significa que, mesmo que a Euribor suba acima desse patamar, a taxa base dos certificados trava nesse teto.
Como funcionam os juros dos certificados de aforro série F
A série F é a única atualmente em comercialização. Além da taxa base, existe ainda um sistema de prémios de permanência, que aumenta a remuneração ao longo do tempo.
Os prémios são os seguintes:
- 2.º ao 5.º ano: 0,25%
- 6.º ao 9.º ano: 0,50%
- 10.º e 11.º ano: 1%
- 12.º e 13.º ano: 1,50%
- 14.º e 15.º ano: 1,75%
Isto quer dizer que a remuneração total pode ser superior à taxa base, desde que o aforrador mantenha o investimento durante mais tempo. No melhor cenário, a série F pode chegar a 4,25%: 2,50% de taxa base mais 1,75% de prémio de permanência.
Um exemplo prático ajuda a perceber o impacto: certificados subscritos em julho do ano passado vão render, a partir de julho de 2026 e durante o trimestre seguinte, 2,606%.
Série E: quem já tem certificados antigos pode receber mais
Embora já não seja possível subscrever a série E, ainda existem muitos aforradores com este produto. E aqui a fórmula de cálculo é diferente e, em certos casos, mais favorável.
Na série E, à média da Euribor a três meses soma-se 1 ponto percentual, com uma taxa máxima de 3,50%. Os prémios de permanência também são distintos:
- 2.º ao 5.º ano: 0,5%
- 6.º ao 10.º ano: 1%
Um aforrador que tenha subscrito certificados em julho de 2018 verá a remuneração subir para 4,365% em julho de 2026. No melhor cenário, a série E pode atingir 4,50%.
Porque é que os certificados continuam a atrair aforradores
A subida das taxas tem reforçado o interesse por este produto, sobretudo quando comparado com os depósitos a prazo. Segundo a fonte, a taxa média dos depósitos a prazo em abril foi de 1,44%, um valor inferior ao que os certificados podem oferecer.
Há também um fator de acesso e de escala: em abril, o limite de montante na série F subiu de 100 mil para 250 mil euros. Para quem acumula certificados da série F com a série E, o limite passou de 350 mil para 500 mil euros.
Em maio, o stock de certificados de aforro rondava 42.447 milhões de euros, mais 756 milhões do que em abril.
O que muda na prática
- A taxa base dos certificados de aforro sobe para 2,356% em julho.
- A série F continua limitada a uma taxa máxima de 2,50%, antes dos prémios de permanência.
- Quem mantém os certificados por mais tempo pode beneficiar de remuneração adicional.
- A série E, embora fechada a novas subscrições, pode continuar a oferecer taxas superiores em certos casos.
- O investimento mínimo inicial é de 100 euros.
- Os reforços podem ser feitos a partir de 10 euros.
- O dinheiro pode ser levantado a partir dos três meses.
- O prazo máximo de manutenção é de 15 anos.
O que deve ter em consideração a seguir
- Confirme se está a falar da série F ou da série E, porque as regras de remuneração não são iguais.
- Avalie o impacto real da taxa líquida, tendo em conta a retenção de IRS sobre os juros.
- Se já tem certificados, verifique em que ano de permanência está para estimar o prémio aplicável.
- Compare esta opção com outras alternativas de liquidez e risco, em vez de olhar apenas para a taxa nominal.
- Se está a ponderar reforçar a posição, confirme antes os limites atualmente aplicáveis ao seu caso.
Em síntese, os certificados de aforro voltam a ganhar atratividade com a subida da taxa em julho, mas a decisão deve ser tomada com base no prazo, no montante investido e no enquadramento fiscal. Se quiser analisar o impacto no seu caso concreto, envie-nos mensagem ou contacte-nos para esclarecermos dúvidas e prestarmos aconselhamento.
Se quiser perceber como esta informação se aplica à sua realidade, fale connosco. Estamos disponíveis para esclarecer dúvidas e prestar aconselhamento com base no seu contexto.
Fonte
- doutorfinancas em https://www.doutorfinancas.pt/investimentos/certificados-de-aforro-passam-a-render-mais-a-partir-de-julho/



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